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Inferno Astral

12 de ago.
3 min de leitura

Mesmo quem não entende nada de Astrologia já deve ter usado o termo inferno astral,

para explicar uma época difícil ou uma sucessão de eventos desagradáveis na vida.

Acertei?


Até em revistas de grande circulação e nos telejornais do horário nobre, se ouve dizer

que determinado artista ou político está vivendo seu inferno astral.

Mas afinal, o que significa inferno astral? Existe ou não existe?


O que a maioria das pessoas chama de inferno astral, na verdade, refere-se ao mês

imediatamente anterior ao aniversário, quando estamos concluindo mais um ciclo de

vida, e como é um fim, nossa energia está esgotada. Pense em um brinquedo com a

bateria fraca, ou naquele joguinho de computador, onde se tem que ganhar uma nova

vida para poder continuar jogando. Em razão dessa baixa de energia, também é comum

que muitas pessoas, já debilitadas, venham a falecer nesse período.


Quando o Sol retorna ao mesmo lugar que ocupava por ocasião do nascimento,

completando sua revolução anual – no dia do aniversário – o ciclo termina, e um novo

ciclo é iniciado; astrológicamente esse momento é conhecido como Revolução Solar,

hora de fazer ajustes e corrigir o rumo para poder prosseguir.


O período anterior ao aniversário, é da mesma natureza da décima segunda e última

casa zodiacal, não importando o signo que a pessoa tenha na casa 12 de seu mapa

pessoal, e é daí que vem a má fama do chamado inferno astral, pois a décima segunda

casa astrológica é a mais misteriosa e difícil de todas, sendo associada às dificuldades e

ao Karma. Antigamente se dizia que era a casa dos inimigos ocultos, sofrimento, medo,

isolamento e prisão. Atualmente é considerada a casa do inconsciente, pessoal e

coletivo, depósito de nossos piores medos e traumas, mas também, de muitos talentos e

potencialidades adormecidas. Na verdade, nosso pior inimigo, o mais difícil de vencer,

somos nós mesmos. A casa 12 significa o resultado de nossas batalhas pessoais e de

nossas ações no final da jornada, a colheita do que semeamos ao longo de um ciclo, seja

de um ano, ou de uma vida, o fruto de nossos esforços, para ser saboreado, e a semente,

para que possa haver um novo ciclo, ou melhor, um renascimento.


Carl G. Jung afirmou que, quando não estamos em contato consciente com o que nos

acontece, tudo acaba nos parecendo obra do Destino, não reconhecemos nosso papel na sua manifestação, não nos sentimos responsáveis por nada; mas, se estivermos

conscientemente em contato com nossa vida interior, teremos meios de compreender as fases de crescimento pessoal, enfrentá-las e usá-las como grandes oportunidades de

desenvolvimento e transformação pessoal. Por exemplo: Se uma pessoa muito apressada e impaciente, cai e quebra o pé, sendo obrigada a permanecer imobilizada por vários dias, deveria compreender que, realmente, precisa aprender a ser mais calma e paciente, e não, achar que foi falta de sorte ou trama do destino. Para essas pessoas é que foi cunhada a expressão inferno astral, pois elas necessitam das dificuldades para acessar seu mundo interior, para parar e repensar suas vidas. Afinal, mais um ciclo está

terminando. Quanto se cresceu interiormente? Quais as metas a atingir no novo ano

pessoal que vai se iniciar?


Portanto, leitor amigo, se você costuma enfrentar acontecimentos difíceis no período

anterior ao seu aniversário, é porque está necessitando fazer contato com o seu íntimo,

com seu universo interior, voltar-se para dentro de si mesmo, crescer espiritualmente.

Pergunte-se o que realizou, nesse sentido, durante o período que se encerra, e tome

algumas resoluções para o período que se inicia, para que o Sol, ao completar mais uma

volta, o encontre renovado, pronto para iniciar o novo ciclo cheio de disposição e

vontade de aprender e evoluir, mais e mais, a cada dia.


E então, não será mais necessário passar por nenhum inferno astral, para obter a

recompensa do autoconhecimento…

 
 
 

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